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Geografia do Paraná

Mapa relevo parana

A geografia do Paraná é um domínio de estudos e conhecimentos sobre os aspectos geográficos do território do estado do Paraná, no Brasil.

O Paraná apresenta uma estreita planície no litoral, e a serra do Mar é a borda dos Planaltos e Serras de Leste-Sudeste. Após a Depressão Periférica, no centro-leste do estado, surgem os Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná.Originalmente, cerca de metade do território paranaense era recoberto pela Mata de Araucárias. Nas partes mais elevadas dos planaltos, manchas de campos são comuns.

Os rios da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná drenam a quase totalidade do estado. Os principais cursos d’água são, além do próprio rio Paraná, o Paranapanema, o Iguaçu e o Ivaí. O clima paranaense é predominantemente subtropical úmido. A temperatura varia entre 14°C e 22°C, e o clima é mais frio na porção sul planáltica. Os índices pluviométricos oscilam de 1.500 mm a 2.500 mm anuais

Localização geográfica

O Estado do Paraná se encontra nos hemisférios sul e ocidental da Terra, sendo o antepenúltimo estado do sul da região Sul do Brasil.

Cortado ao norte pelo Trópico de Capricórnio na latitude da cidade de Londrina, tem três quartos de suas terras na zona Temperada do Sul(mais especificamente zona subtropical), e o restante na zona Tropical.

A superfície paranaense, segundo o IBGE, é 199.709 km², situando-se o Estado em 15º lugar entre as unidades federativas brasileiras, com 2,34% do território nacional. A superfície territorial do Paraná é pouco superior a do Uruguai, duas vezes a de Portugal e seis vezes a dos Países Baixos.

A delimitação do território paranaense faz-se, em sua maior parte, por fronteiras naturais, predominando os rios e, a seguir, os divisores de águas. Há também fronteiras artificiais como pontes, avenidas e linhas geodésicas.

Algumas divisas são pitorescas. As cidades gêmeas de União da Vitória (Paraná) e Porto União (Santa Catarina) são separadas por uma ferrovia; Rio Negro (Paraná) e Mafra (Santa Catarina) são separados por um rio; uma avenida separa Barracão (Paraná) de Dionísio Cerqueira (Santa Catarina), confrontando-se ambas com a cidade argentina de Barracón (Bernardo de Irigoyen), formando a chamada “Fronteira da Amizade; a ponte internacional sobre o rio Paraná (Ponte da Amizade) liga Foz do Iguaçu (Brasil) a Ciudad del Este (Paraguai).

Três estados brasileiros, o oceano Atlântico e duas repúblicas sul-americanas delimitam o espaço do Estado do Paraná. O perímetro das linhas divisórias paranaenses é de 2458 km, distribuídos da seguinte maneira:

  • Oceano Atlântico: 98 km (Divisa Leste)
  • República do Paraguai: 208 km (Divisa Oeste)
  • Est. de Mato Grosso do Sul: 219 km (Divisa Noroeste)
  • República Argentina: 239 km (Divisa Sudoeste)
  • Estado de Santa Catarina : 754 km (Divisa Sul)
  • Estado de São Paulo: 940 km (Divisa Norte)

Altitude e pontos extremos

O ponto mais elevado do Estado do Paraná é o Pico Paraná, com 1922 m de altitude. O ponto mais baixo é o Oceano Atlântico, com altitude de 0 metro.

Ao norte, o limite é a cachoeira do Saran Grande, no município de Jardim Olinda, microrregião do Norte Novíssimo de Paranavaí, fronteira com Estado de São Paulo.

Ao sul, o limite extremo são as nascentes do rio Jangada, no município de General Carneiro, microrregião do Médio Iguaçu, na fronteira com o Estado de Santa Catarina.

No leste, o ponto mais extremo é a foz do rio Ararapira, no município de Guaraqueçaba, microrregião do Litoral Paranaense, na fronteira com o Estado de São Paulo.

O ponto mais extremo do oeste é o Porto Palacim, no município de Foz do Iguaçu, fronteira com a República do Paraguai.

Geologia

40% do território, no norte paranaense, mais uma considerável parte da região oeste, estão cobertos pela terra roxa, solo com boas propriedades agrícolas. Ela foi a responsável pela expansão da cultura do café, no Estado, a partir de 1920.

Tanto os solos das florestas como os dos campos são pobres. Nestes últimos anos, entretanto, estão sendo usadas técnicas modernas para seu melhor aproveitamento.

Era Pré-Cambriana

Nessa era formaram as rochas mais antigas da Terra, agrupadas nos chamados “escudos cristalinos”. Do desgaste sofrido por estes, depositaram-se nos mares.

São dessa era os granitos e os gnaisses, rochas formadoras do Complexo Cristalino Brasileiro, muito encontradas no litoral, na Serra do Mar e no Planalto de Curitiba. Na parte norte do mesmo planalto formaram-se as rochas do importante grupo Açungui (calcário, mármore, dolomito, filito, etc).

Era Paleozóica

Acontecimentos geológicos e rochas paleozóicas encontram-se em todo o segundo planalto paranaense (Norte Velho e Campos Gerais).

Nos primeiros tempos dessa era não houve nenhuma deposição geológica de importância, mas intensa erosão foi responsável pela formação de uma peneplanície devoniana na região.

Os acontecimentos geológicos de maior destaque ocorreram nos períodos Devoniano, Carbonífero e Permiano.

Período Devoniano

Houve no período devoniano a transgressão de um mar interior na direção de leste para oeste. O mar, ao regredir na metade do mesmo período, deixou no Paraná seus depósitos característicos: o arenito Furnas e os folhelhos Ponta Grossa.

Durante o restante dos tempos devonianos, e parte do período geológico seguinte (Carbonífero), formou-se uma peneplanície conhecida como Gondwânica.

Período Carbonífero

No período carbonífero, todo o Sul do Brasil cobriu-se com a espessa calota de gelo. Do atrito exercido pelas geleiras sobre rochas depositam sedimentos em ambientes flúvio-lacustres, dando origem ao arenito de Vila Velha.

No mesmo período tiveram origem as primeiras jazidas de carvão mineral, encontradas em um faixa de direção norte-sul, do segundo planalto do estado.

Período Permiano

No período permiano, processou-se intensa sedimentação. Ela ocorreu em ambientes próximos a uma linha de crosta, lagunares, dos estuários e das planícies de inundação.

O Permiano formou o folhelho piro-betuminoso (xisto), onde se registra a presença de seu fóssil característico, Mesosaurus brasiliensis, que viveu naquela época.

Acontecimento geológico importante para o Paraná nos tempos permianos foi o desaparecimento do mar interior, originando suas “terras emersas”.

Era Mesozóica

Acontecimentos geológicos da Era Mesozóica marcaram profundamente as terras do terceiro planalto (norte e oeste do estado), entre os quais merecem destaque:

  • o clima que a princípio era árido, formou um extenso deserto no Sul do Brasil, cujo vestígio é o arenito Botucatu;
  • o imenso derrame de lavas (basaltos), que se espalhou por uma vasta área, através de fendas abertas na superfície. A decomposição dessas lavas deu origem aos férteis solos conhecidos como “terra roxa”;
  • a deposição no atual noroeste do estado do arenito eólico conhecido como arenito Caiuá;
  • o fim dos grandes períodos de sedimentação que caracterizam a evolução geológica do Paraná daqueles tempos.

Também são dessa era grandes acontecimentos geológicos ligados a todo continente sul-americano, como por exemplo:

  • o rompimento do primitivo continente de Gondwana;
  • separação da América do Sul da África;
  • a formação do oceano Atlântico.

Era Cenozóica

A era Cenozóica começou com intensa erosão, que chega aos nossos dias, e dá origem às formas atuais do relevo. Costuma-se dividir a era Cenozóica em duas partes: Terciária e Quaternária.

Período Terciário

O grande acontecimento geológico do período terciário foi o falhamento marginal da parte oriental do continente sul-americano. Em conseqüência submergiram largos blocos da atual faixa litorânea, dando origem à escarpa da Serra do Mar. A princípio o mar avançou até as faldas da serra para, em seguida, com a ascensão da costa, retirar-se, deixando para trás de si intensa sedimentação comprovada pela presença de praias antigas, cordões litorâneos, restingas, etc.

Período Quaternário

Os tempos recentes do período quaternário (Holoceno), formaram os sedimentos das várzeas, das planícies de inundação dos rios e também os sedimentos litorâneos, como areias e argilas, encontrados nas praias e nos manguezais.

Também na era Cenozóica depositaram-se os sedimentos flúvio-lacustres da bacia de Curitiba, considerados como quaternários.

Relevo

O Estado do Paraná, em sua maior parte, forma-se de um vasto planalto suavemente inclinado em direção noroeste, oeste e sudoeste. Compreende os terrenos arenítico-basálticos do Planalto Meridional Brasileiro e os terrenos cristalinos paralelos ao oceano Atlântico.

As altitudes do relevo paranaense apresentam-se distribuídas dentro das seguintes cotas hipsométricas:

  • Até 100 metros de altitude: 2.255 km².
  • De 101 a 200 metros: 2.933 km².
  • De 201 a 300 metros: 15.373 km².
  • De 301 a 600 metros: 74.871 km².
  • De 601 a 900 metros: 81.268 km².
  • De 901 a 1500 metros: 24.158 km².
  • Mais de 1.500 metros: 430 km².

Segundo Reinhard Maack, as terras paranaenses podem ser agrupadas em cinco regiões distintas:

  • Litoral;
  • Serra do Mar;
  • Primeiro Planalto ou de Curitiba;
  • Segundo Planalto ou de Ponta Grossa;
  • Terceiro Planalto ou de Guarapuava.

Litoral

Apresenta-se como uma região rebaixada por falhamento marginal de um antigo nível do planalto paranaense. Este fenômeno geológico ocorreu provavelmente na era Cenozóica ou no final da era Mesozóica.

Em tempos geológicos mais recentes (Pleistoceno) começou a elevação da costa submersa, comprovada pela existência de antigas praias, em plena plataforma continental, aparecem alguns blocos de rochas mais resistentes, como as ilhas dos Currais, Itacolomi, Saí, Palmas, Galheta e a parte de rochas cristalinas da Ilha do Mel.

Duas regiões distintas caracterizam o litoral: a montanhosa e a baixada costeira.

Montanhosa

Abrange morros isolados, algumas cadeias de morros e as encostas da Serra do Mar. Esta zona é constituída de rochas cristalinas onde predominam os granitos e gnaisses.

Baixada Costeira

Forma uma pequena planície, onde predominam areias e argilas. Sua largura varia entre 10 e 20 km, tornando-se um pouco mais larga nas proximidades da baía de Paranaguá. As altitudes situam-se entre 0 e 10 metros e, nos pontos mais distantes do mar, chegam a ter 20 metros.

As baías de Paranaguá e Guaratuba dividem a costa paranaense em três setores:

  • Praia Deserta: localizada ao norte de Paranaguá, desde Inácio Dias até a foz do rio Ararapira, nos limites com o Estado de São Paulo;
  • Praia de Leste: compreende a faixa de praias que se estende de Pontal do Paraná até Caiobá;
  • Praia do Sul: abrange a faixa de praias localizadas ao sul da baía de Guaratuba até a Ilha do Saí, nos limites com o Estado de Santa Catarina.

A baía de Paranaguá, uma das mais vastas do Brasil (677 km²), penetra 50 km pelo interior do continente e possui uma largura máxima de 10 km. Subdivide-se em outras baías menores: de Antonina, das Laranjeiras, dos Pinheiros e de Guaraqueçaba. Há em seu interior várias ilhas, tais como Mel, Poças, Cotinga, Rasa da Cotinga, Cobras, Pedras, Gererê, Lamim, Guamiranga, Guararema, Guará, Gamelas e outras.

A baía de Guaratuba encontra-se mais ao sul, estendendo 15 km terra a dentro e com uma largura máxima de 5 km. Suas principais ilhas são: Pescaria, Capinzal, Mato, Chapéu, dos Ratos e outras.

Aparecem ainda, como acidentes importantes do litoral paranaense: a ilha de Superagüi separada pela baía de Pinheiros e pelo canal do Varadouro; a restinga de Ararapira situada na parte norte da Praia Deserta.

Cidades principais:Paranaguá e Guaratuba.

Serra do Mar

Faz parte da vasta barreira que acompanha o litoral oriental e meridional do Brasil. Pertence ao “Complexo Cristalino Brasileiro” sendo constituída em sua maioria por granitos e gnaisses.

As formas atuais da Serra do Mar derivam de vários fatores: diferença de resistência das rochas, falhamento do relevo e sucessivas trocas climáticas.

Em alguns trechos, a Serra do Mar se apresenta como escarpa (Graciosa e Farinha Seca), em outros é formada por serras marginais que se elevam de 500 a 1.000 metros sobre o planalto. São blocos que recebem diversas denominações: Capivari Grande, Virgem Maria, Graciosa (Ibitiraquire), Marumbi entre outras formas de relevo.

Na Serra da Graciosa se encontram as maiores altitudes do Estado do Paraná, destacando-se os seguintes picos: Paraná (1.922 metros), Caratuba (1.898 metros), Ferraria (1.835 metros), Taipabuçu (1.817 metros) e Ciririca (1.781 metros).

Dirigindo-se mais para o sul, aparecem outras serras marginais, tais como Castelhanos, Araraquara, Araçatuba e Iquiririm (esta última na divisa do do Paraná com Santa Catarina).

Também são marginais, os ramais que se dirigem para o litoral, como as serras da Igreja, Canavieiras e da Prata. Esta última, após contornar as praias, mergulha no Atlântico.

Primeiro Planalto

Começa junto à Serra do Mar, estendendo-se para o oeste até a Escarpa Devoniana (Serrinha, Serra São Luíz, Purunã, etc.). O primeiro planalto paranaense resultou da erosão que o rebaixou de um antigo nível, e seus terrenos muito antigos, pertencem à era Pré-Cambriana.

O Primeiro Planalto, conhecido como Planalto de Curitiba pode ser dividido em duas partes: zona norte e zona sul.

Zona norte

Apresenta relevo mais acidentado devido à ação erosiva do rio Ribeira e seus afluentes. As rochas predominantes são representadas pelos filitos, calcários, dolomitos, mármores e quartizitos.

Esta zona, por seu aspecto montanhoso, é chamada de “região serrana de Açungui”, onde se encontram elevações como:

  • Serra Ouro Fino: 1.025 a 1.050 metros.
  • Serra da Bocaina: 1.200 a 1.300 metros.
  • Serra do Canha ou Paranapiacaba: 1.200 a 1.300 metros.
  • Serra do Piraí: 1.080 a 1.150 metros.

Zona sul

Corresponde ao denominado Planalto de Curitiba. Suas formas topográficas são mais suaves e uniformes, oscliando entre 850 a 950 metros de altitude, e com largura entre 70 a 80 km.

A base do relevo é de origem cristalina (granitos e gnaisses), e na superfície, se encontram argilas e areias depositadas ao longo do rio Iguaçu, seus afluentes e ao redor das cidades de Curitiba e Araucária.

Segundo Planalto

O segundo planalto paranaense, denominado Planalto de Ponta Grossa, compreende a região ocupada pelos Campos Gerais. Seus limites naturais são dados: a leste pela Escarpa Devoniana; a oeste pela escarpa da Esperança (Serra Geral).

As maiores altitudes do segundo planalto (1.100 a 1.200 metros), estão na Escarpa Devoniana, declinado para sudoeste, oeste e noroeste. Os pontos mais baixos (350 a 560 metros), estão situados na parte norte, no encontro do segundo (Planalto de Ponta Grossa) com o terceiro planalto (Planalto de Guarapuava).

Em sua formação geológica, predominam os terrenos sedimentares antigos da era Paleozóica, reunidos nos grupos: Paraná ou Campos Gerais (devoniano); Itararé (Carbonífero) e Passa Dois (Permiano).

Quanto às rochas mais comuns temos: arenitos (Vila Velha e Furnas), folhelhos (Ponta Grossa e os betuminosos), carvão mineral, varvitos, siltitos e tilitos. Em pequenas regiões, aparecem rochas ígneas intrusivas.

Terceiro Planalto

As terras situadas a oeste da escarpa da Esperança, formam o terceiro planalto paranaense, denominado Planalto de Guarapuava, que ocupa 2/3 de superfície do Estado do Paraná.

Geologicamente corresponde ao vasto derrame de rochas eruptivas (basaltos, diabásios e meláfiros) e aos depósitos de arenitos (Botucatu e Caiuá) da era Mesozóica, onde aconteceu o maior derrame de lavas vulcânicas do mundo, conhecido como derrame de Trapp, que mais tarde originou a famosa terra roxa, que se faz presente no norte e oeste do estado.

Tornando-se por base os rios Tibagi, Ivaí, Piquiri e Iguaçu, o terceiro planalto pode ser dividido nos seguintes blocos: planalto de Cambará e São Jerônimo, planalto de Apucarana, planalto de Campo Mourão, planalto de Guarapuava e planalto de Palmas.

Planalto de Cambará e São Jerônimo da Serra

Ocupa a parte nordeste do Estado do Paraná, entre os rios Tibagi, Paranapanema e Itararé. Suas altitudes variam entre 1.150 metros, na escarpa da Esperança, e 300 metros, no rio Paranapanema.

Planalto de Apucarana

Situa-se entre os rios Tibagi, Paranapanema, Ivaí e Paraná. Atinge altitudes de 1.125 metros na escarpa (serras do Cadeado e Bufadeira), declinando pra 290 metros ao atingir o rio Paranapanema. O mesmo acontece na direção oeste, quando atinge altitudes de 235 metros no rio Paraná.

Planalto de Campo Mourão

Compreende as terras localizadas entre os rios Ivaí, Piquiri e Paraná. Atinge altitudes de 1150 metros na escarpa da Esperança, declinando para 225 metros no rio Paraná.

Planalto de Guarapuava

Abrange as terras situadas entre os rios Piquiri, Iguaçu e Paraná, constituídas de uma zona de mesetas. Suas altitudes são de 1250 metros na escarpa, declinando em direção oeste para 550 metros (serras de Boi Preto e de São Francisco) 197 metros no Paraná.

Planalto de Palmas

Este planalto compreende as terras que ficam na parte norte do divisor de águas entre o rios Iguaçu e Uruguai. Suas altitudes chegam a 1150 metros, diminuindo até 300 metros à medida que se aproximam do vale do rio Iguaçu.

Em vários locais do terceiro planalto paranaense, aparecem denominações de serras: Dourados, Palmital, Cantagalo, Chagu, Pitanga, Lagarto, Apucarana, Fartura e muitas outras. Na realidade estas serras não passam de espigões, mesetas, ou de pequenos morros. Outras são degraus (estruturais) que ocupam bordas de lençois de lavas, como as escarpas São Francisco e Boi Preto, localizadas no oeste do Estado do Paraná.

Cuestas

As cuestas são formas de relevo resultantes da erosão regressiva e que apresentam um lado escarpado e o outro em declive suave. Os planaltos paranaenses dividem-se por dois conjuntos de cuestas: a Escarpa Devoniana e a escarpa da Esperança.

Escarpa devoniana

Aparece nos mapas com diversas denominações de serras, tais como: Serrinha, São Luíz, Purunã, Santa Ana, Almas, Itaiacoca, São Joaquim, Taquara, Furnas e outras.

Escarpa da Esperança

Aparece, igualmente, com vários nomes de serras, entre as quais podemos citar: Cadeado, Macacos, Leão, Bufadeira, Fria e outras.

As duas escarpas vêm do Estado de São Paulo, pelo norte e nordeste do Paraná e após descreverem um arco, seguem a direção sul.

5 comments

  1. Marlene Augustin

    Gostaria de usar uma foto do mapa sobre o relêvo do Paraná deste blog, mas preciso de autorização por se tratar de um trabalho científico, por esse motivo gostaria de saber se posso receber essa autorização por escrito em meu email. Grata pela atenção.

  2. Janilce J. D. Topanotti

    Parabéns!! Pela matéria postada. Sou professora de geografia e achei muito interessante este artigo apresentado. Os conteúdos foram bem claros e de fácil compreensão. Abraços

  3. qual foi a menor e a maior e a menor temperatura registrada no parana

  4. Adorei o texto, bem explicadinho e me ajudou muito a entender o relevo do Paraná =D

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